Ola, Caro Leitor
Pois é, o tempo sempre passa.
A vida continua e coisas que jamais pensei que mudassem, mudaram na hora que eu menos queria.
Tenho grandes amigos, tenho inimigos e também tenho pessoas nas quais confio plenamente.
Tenho sonhos inimagináveis e coisas que amo mais que o ser humano.
Estou inaugurando esta revista, este projeto com todo o meu carinho e esforço, não com o intuito de te convencer a crer em mim, mas com a intensão de expressar aquilo que mais feriu o que agora chamo de coração.
Perdi um amigo, um colega e uma pessoa que me protegia incondicionalmente. Mas em compensação, ganhei reconciliação familiar, amigos e pessoas que nunca vi em minha vida.
Meu pai não merecia ter o fim que teve mas já acabou, e tenho certeza sobre minha palavra que agora ele esta em um lugar melhor.
Não fiquei abalada, mas com tudo o que passei não foi de se estranhar minhas lagrimas secas e minha face sem reação.
Devaneios e egocentrismo regulares e frequentes agora já não me dão importância.
Não posso dizer como me senti pois ate agora creio estar em um sonho real, na qual ainda converso com pessoas reais e faço coisas reais, respiro um “ar” real, e minhas lagrimas ainda secas ainda se permitem reais.
Mas sem prestar atenção nas vezes que ele me ensinou a cozinhar feijão e a fazer arroz. Sem contar as inúmeras vezes que ele foi me buscar na escola pois me sentia mal, e sem contar, nas diversas vezes que sozinho ele cuidou de mim.
Não o reconheci, e nunca o reconheceria se colocasse uma de suas fotos de dois meses atrasá com ao seu lado, no caixão.
Chorar não seria necessário na hora, pois ele nunca gostava de me ver chorar e não seria naquela hora que minha fraqueza iria se mostrar “fraca”.
Meu amor, o que por cima de tudo posso chamar de amor, vai continuar por ele ate o ultimo suspiro que meus pulmões exalarem. Meu sobrinho disse a mim que todos que estavam se mostrando fortes iam deixar cair a ficha e desmoronar como eu desmoronei (ao chegar em casa).
Em memoria de meu pai, dedico todo o meu trabalho nos próximos 3 anos.
Inclusive, meu amor, admiração e agradecimentos pelos ensinamentos que este grande pai me deu.
Guardarei lembranças eternas nas quais apenas ele podia me dar, guardarei cicatrizes nas quais foi ele que as curou, e guardarei a ele, pelo seu esforço, pelo seu caráter, e pela sua bondade.
Te amo muito meu pai, e seu que da onde estas, ficara orgulhoso de mim.
Obrigada.
† 1936-2008
Mônica Francine de Carvalho.
Pois é, o tempo sempre passa.
A vida continua e coisas que jamais pensei que mudassem, mudaram na hora que eu menos queria.
Tenho grandes amigos, tenho inimigos e também tenho pessoas nas quais confio plenamente.
Tenho sonhos inimagináveis e coisas que amo mais que o ser humano.
Estou inaugurando esta revista, este projeto com todo o meu carinho e esforço, não com o intuito de te convencer a crer em mim, mas com a intensão de expressar aquilo que mais feriu o que agora chamo de coração.
Perdi um amigo, um colega e uma pessoa que me protegia incondicionalmente. Mas em compensação, ganhei reconciliação familiar, amigos e pessoas que nunca vi em minha vida.
Meu pai não merecia ter o fim que teve mas já acabou, e tenho certeza sobre minha palavra que agora ele esta em um lugar melhor.
Não fiquei abalada, mas com tudo o que passei não foi de se estranhar minhas lagrimas secas e minha face sem reação.
Devaneios e egocentrismo regulares e frequentes agora já não me dão importância.
Não posso dizer como me senti pois ate agora creio estar em um sonho real, na qual ainda converso com pessoas reais e faço coisas reais, respiro um “ar” real, e minhas lagrimas ainda secas ainda se permitem reais.
Mas sem prestar atenção nas vezes que ele me ensinou a cozinhar feijão e a fazer arroz. Sem contar as inúmeras vezes que ele foi me buscar na escola pois me sentia mal, e sem contar, nas diversas vezes que sozinho ele cuidou de mim.
Não o reconheci, e nunca o reconheceria se colocasse uma de suas fotos de dois meses atrasá com ao seu lado, no caixão.
Chorar não seria necessário na hora, pois ele nunca gostava de me ver chorar e não seria naquela hora que minha fraqueza iria se mostrar “fraca”.
Meu amor, o que por cima de tudo posso chamar de amor, vai continuar por ele ate o ultimo suspiro que meus pulmões exalarem. Meu sobrinho disse a mim que todos que estavam se mostrando fortes iam deixar cair a ficha e desmoronar como eu desmoronei (ao chegar em casa).
Em memoria de meu pai, dedico todo o meu trabalho nos próximos 3 anos.
Inclusive, meu amor, admiração e agradecimentos pelos ensinamentos que este grande pai me deu.
Guardarei lembranças eternas nas quais apenas ele podia me dar, guardarei cicatrizes nas quais foi ele que as curou, e guardarei a ele, pelo seu esforço, pelo seu caráter, e pela sua bondade.
Te amo muito meu pai, e seu que da onde estas, ficara orgulhoso de mim.
Obrigada.
† 1936-2008
Mônica Francine de Carvalho.